A adolescência é marcada por intensas modificações físicas, psíquicas, comportamentais e sociais. É a transição entre a infância e a vida adulta, em que muitas características ou hábitos referentes ao estilo de vida são adquiridos e/ou consolidados.
A alimentação para o adolescente apresenta mais um motivo social do que fisiológico, porque ele aproveita para interagir com os grupos consumindo alimentos que são da “moda” como os fast-food, podendo acarretar o aumento do colesterol, triglicerideos e glicemia provocando as doenças crônicas não transmissíveis.
Durante a fase da adolescência podem ocorrer os transtornos alimentares como Anorexia e Bulimia. O quadro costuma ter como fator desencadeante algum evento significativo como perdas, separações, mudanças, doenças orgânicas, distúrbios da imagem corporal, depressão, ansiedade, trauma de infância, como abuso sexual.
A anorexia é um transtorno do comportamento alimentar, um quadro psiquiátrico que se desenvolve principalmente em adolescentes e adultos jovens do sexo feminino, mas nota-se recentemente que vêm afetando crianças. É caracterizada por uma grave restrição energética auto imposta, acentuada perda de peso, busca incessante pela magreza, há um temor intenso de engordar, distorção da imagem corporal e amenorréia.
A bulimia é um transtorno caracterizado por um padrão de comportamento alimentar perturbado. Por episódios recorrentes de “orgias alimentares”, no qual o individuo come num espaço de tempo grande quantidade de alimentos, podendo chegar em média de 3 a 4 mil calorias por episodio. O bulimico perde o controle sobre si mesmo e depois usa métodos compensatórios inadequados para o controle de peso como vômitos auto induzidos, usam laxantes, dietas e exercícios físicos exagerados.
Embora a mídia influencie, é difícil apontar somente uma causa. Há uma soma de fatores genéticos, ambientais e psicológicos que predispõe a doença. No entanto existem populações de risco como as bailarinas, modelos, estudantes de nutrição e atletas. São algumas pessoas que podem desenvolver o transtorno por sentirem que precisam ser magras para se manterem na carreira.